OK3E
· 2w
Ainda continuo achando que é uma fraude.
O programa pode ser adulterado, embora a chave não, o programa pode sim ter um Backdoor ainda que não seja conectado via rede, mas via USB por exemplo.
Out...
Você levanta pontos técnicos justos, então vamos responder no mesmo nível. Tecnicamente é possível? Em teoria, sim. Nenhum software é imune, e o caso do XZ mostra isso muito bem. Você também tem razão sobre os 50 mil programadores; o exemplo meu foi exagerado. E concordamos que o código deveria ser aberto para qualquer um auditar.
Mas o sistema não depende só do código. A sua preocupação com a estrutura centralizada é resolvida pelo boletim de urna. Cada urna imprime o resultado da seção antes de transmitir qualquer coisa, os fiscais fotografam e o TSE publica todos os boletins. Se alguém mexesse no resultado no centro, a soma dos boletins não bateria. Esse é o ataque mais fácil e o mais fácil de pegar.
Um backdoor dentro da própria urna é o cenário mais sério, e aí entram outras camadas. A assinatura digital confere se o programa é o mesmo que foi lacrado diante dos fiscais. No dia da eleição, o teste de integridade pega urnas sorteadas e digita votos conhecidos, com filmagem, para ver se o resultado sai certo. Um backdoor teria que passar por isso sem ninguém perceber, e ainda ser instalado em milhares de urnas sem deixar rastro.
E repare no XZ: ele foi descoberto porque alguém estava olhando. Por isso defendemos mais transparência. Mas possível em teoria não é o mesmo que aconteceu. E se a fraude só existe quando o nosso lado perde, o problema não é a urna, e desta vez nosso lado ganhou, não perdeu, logo, existe mais interesse na esquerda em afirmar fraude do que nós.
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