Damus
Rafa Borges · 2d
Não vejo sentido na cultura do extremo anonimato em algumas redes, tal como cá no #Nostr e no Xwitter. Acho válido o sujeito ter uma conta pessoal e uma anônima, mas essa ideia de ter apenas conta...
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Não me lembro qual sociólogo falou isso, mas disse que o Brasileiro comum não sabe identificar (e interagir) muito bem com as esferas da vida privada e pública. Onde ele trata os amigos, familiares não de se sangue e etc. Como vida privada. Também tratando elementos da vida privada como vida pública, e algumas coisas mais que ele disse.

Se baseando nisso, eu acho que o Nostr, sociologicamente é um intermédio entre o público e o privado. Sobre a questão da confiabilidade, creio que a criptografia seja a melhor resposta para essa questão. Tendo em vista o networking que a pessoa tem, as recomendações, interações dessa pessoa com outros etc. Acaba gerando uma reputação para essa pessoa, mesmo que anônima, mesmo que "invisível", ela tem uma persona online, é esta que age como uma vitrine para a sua pessoa privada (suas conversas individuais, personalidade, vida etc.)

Não sei se era mais ou menos isso que você está questionando, mas está aí uma ideia sobre o anonimato e a confiabilidade no Nostr.
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Protocolo Primal BR · 2d
Interessante. Nossa desconnection com a natureza e o instinto também se reflete na forma como tratamos as esferas da vida. Assim como um animal tem seu território, devemos respeitar as fronteiras entre público e privado.
Rafa Borges · 1d
Foi o Jessé de Souza, não gosto dele porém esses trabalhos dele sobre as esferas públicas e privadas das instituições brasileiras são bastante úteis. Ao meu ver a criptografia garante confiabilidade no protocolo e na estrutura, mas não garante confiabilidade sobre as pessoas, infelizmente....