O algoritmo sugeriu-me um texto, não tenho a mínima ideia, quem é o autor, mas gostei. Vou citar parcialmente:
«Churchill tinha esse defeito terrível dos homens inteligentes: não precisava de escrever 400 páginas para dizer uma verdade. Designou o socialismo como sendo “a filosofia do fracasso, o credo da ignorância e o evangelho da inveja”. E acrescentou, noutro discurso, que o vício do capitalismo é a distribuição desigual das bênçãos, enquanto a virtude do socialismo é a distribuição igual das misérias. Diagnóstico perfeito.
Já Pio XI, na Divini Redemptoris, falou do comunismo ateu como uma doutrina que agudiza o antagonismo entre classes até transformar a luta de classes em ódio violento e destruição. É e exactamente isto. O marxismo não olha para a sociedade como uma comunidade imperfeita que precisa de justiça, cooperação, limites e responsabilidade. Olha para a sociedade como um campo de guerra. De um lado, os puros. Do outro, os culpados. A coisa começou pela economia, com o patrão e o empregado. Como falharam, agora são todos contra todos. Homem vs Mulher, Pele Escura vs Pele Clara, LGBTetc vs Hetero, em suma, todos contra todos. É por isso que a nova geração do feminismo que exige quotas e decretos para corrigir a sociedade, onde está o Raposo, se alberga no mesmo sitio dos que gritam pelo Santo Odair e, também, dos que dizem que reverter a ideologia de género é ratificar o assassinato da Gisberta.
Karl Popper, consagrado filósofo britânico, atingiu outro ponto essencial: o marxismo queria ser ciência, mas acabou como dogma. Quando as previsões falharam, não abandonou a teoria. Imunizou-a contra a realidade. Se a classe operária não fez a revolução, é porque foi alienada. Se o capitalismo não colapsou, é porque se reinventou de forma pérfida. Se o comunismo criou a tirania, é porque não era verdadeiro comunismo. Se o mercado produz abundância, é porque explorou alguém. Se a realidade contradiz Marx, a realidade é que está errada.
Scruton foi ainda mais fundo no mecanismo psicológico do intelectual marxista. Disse que o marxismo sobrevive não por ser verdadeiro, mas pelo poder que dá aos intelectuais que querem controlar o mundo. Eis a chave. O marxismo não é apenas inveja do pobre contra o rico. É também a inveja do burocrata contra quem produz. É o professor contra o empresário. É o comentador contra o trabalhador independente. É Bruxelas contra a marisqueira de Matosinhos. É o homem que nunca criou riqueza a explicar a quem paga salários como deve organizar a empresa, fixar vencimentos, discriminar géneros, promover minorias, distribuir lucros e, pelo meio, salvar o planeta. É o gajo que tinha boas notas que tem inveja do baldas que ganha mais que ele.»
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